A Inteligência Artificial e o futuro da Gestão de Documentos


As atividades robotizadas e mesmo os robôs deixaram de ser coisa de filmes de ficção científica. Com o avanço da Inteligência Artificial (IA) se abre um mundo de possibilidades em diversas áreas do conhecimento que vão, com certeza, mudar o mundo como conhecemos hoje. Carros autônomos ganham estrada, veículos aéreos poderão funcionar como táxi em zonas urbanas, diversos serviços poderão ser “repassados” para robôs e muita coisa ainda vem por ai – tanto que alguns temem pelo futuro da Humanidade.

Nesse espaço, porém, quero trazer a IA aplicada à Gestão de Documentos, ou mais precisamente à Gestão Eletrônica de Documentos (GED), área que teve uma evolução tecnológica muito expressiva nos últimos anos. O ponto central é que entendo que a IA deva estar a serviço da GED e não o contrário.

Entendo que temos duas variantes (que podem até ter zonas de sobreposição): a GED dos documentos gerados pelo negócio da empresa e a GED da informação de uma forma ampla (e hoje com a Big Data é praticamente impossível se imaginar a quantidade de informações digitais disponíveis).

Em linhas gerais, a IA vai reconhecer, atribuir classificação, arquivar e gerar procedimento para descarte de documentos sem a interferência de um arquivista ou qualquer outro profissional. As bases para esse procedimento já existem. Então, o ponto fundamental será estabelecer parâmetros adequados para a gestão de toda a cadeia – da entrada ao descarte da informação / documento.

A tarefa não é simples, pois para além dos documentos gerados pelo negócio existirão os dados gerados pelo Big Data e nesse ponto o desafio será determinar a relevância de cada dado e seu possível uso no ambiente empresarial. Ou seja, temos que ter bastante claro que existe, sim, a possibilidade de termos documentos irrelevantes arquivados se não forem estabelecidos parâmetros bem consolidados – como, aliás, ocorre até hoje em muitos arquivos físicos.

A IA será uma ferramenta importantíssima para termos banco de dados que atendam sob medida às necessidades da empresa, principalmente quando aplicada na ferramenta a RNA (Rede Neurais Artificiais) que simulam o cérebro humano, gerando um contínuo aprendizado, a partir de soluções incorretas e mesmo novas descobertas.

 

Suely Dias dos Santos

CEO Técnica Gestão Documental